Ministério Público denuncia três acusados por homicídio qualificado de homem em Pires do Rio
O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Pires do Rio, denunciou Renildo Melquides Faria Junior, João Felipe Diniz Anunciação e Jean Abrão Cecílio pelo homicídio qualificado de João Vithor Duarte Camargo, ocorrido em 7 de maio de 2025. A denúncia, oferecida pela promotora de Justiça Ana Roberta Ferreira Fávaro, foi recebida pela 2ª Vara Criminal de Pires do Rio, nesta segunda-feira (16/3). O crime causou grande repercussão na cidade.
Segundo apurado no inquérito policial, a vítima foi assassinada na porta de sua casa, no bairro Zulmira Santinone, enquanto comemorava o aniversário de sua mãe com familiares, por volta das 20h30. A denúncia aponta que o crime foi encomendado por Renildo, ex-empregador de João Vithor, motivado pela suspeita de que a vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com sua esposa. Com o auxílio de Jean Abrão, Renildo teria contratado João Felipe, conhecido como Diniz, para executar a vítima, prometendo como pagamento uma motocicleta e R$ 10 mil em dinheiro. O planejamento teria ocorrido em reuniões na chácara de Renildo, com participação ativa de Jean Abrão.
Ainda na noite do crime, conforme apurado, João Felipe foi ao local de bicicleta e, quando a vítima atendeu ao portão, efetuou seis disparos com um revólver calibre.38. João Vithor não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Após a execução, João Felipe fugiu em uma motocicleta deixada por Renildo em local previamente combinado, ficando escondido em Caldas Novas, em um imóvel de Jean Abrão, que também teria prestado apoio logístico para a fuga.
O MP sustenta que os três acusados incidiram nas sanções do artigo 121, parágrafo 2º, incisos I, II e IV, combinado com o artigo 29, ambos do Código Penal, caracterizando homicídio qualificado por motivo torpe (mediante paga), por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, em concurso de agentes. A promotora requereu também a fixação de valor mínimo de R$ 500 mil a título de reparação por danos morais e materiais aos herdeiros da vítima.
Por fim, na denúncia, ela destaca a periculosidade de Renildo, que, mesmo após o crime, teria ameaçado o pai da vítima e tentado obstruir a Justiça ao oferecer R$ 500 mil para que uma testemunha assumisse falsamente a autoria do homicídio. Por isso, o MP requereu a manutenção da prisão preventiva do denunciado e de João Felipe. Em relação a Jean Abrão, cuja prisão temporária foi revogada por decisão judicial após o encerramento das investigações, foi requerida a aplicação de medidas cautelares diversas, incluindo monitoração eletrônica.
Ao receber a denúncia, a Justiça determinou a revogação da prisão temporária de Jean Abrão.
( Fonte: Ministério Público do Estado de Goiás )

