Presidente da Câmara de Rio Verde é preso na 4ª fase da Operação Regra Três

O presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (5) durante a quarta fase da Operação Regra Três, denominada Contrapartida. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Sul).

Além disso, a operação ocorreu simultaneamente em Rio Verde, Santa Helena de Goiás e Iporá. Nesse contexto, as equipes cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão.

Alvos da investigação

Além do presidente da Câmara, outras três pessoas foram presas. Entre os investigados estão três agentes públicos do Legislativo de Rio Verde, incluindo um vereador. Além disso, o Gaeco também mirou dois advogados e outro suspeito.

Enquanto isso, o Ministério Público reiterou a prisão preventiva de um delegado da Polícia Civil, detido desde a primeira fase da operação. Segundo o órgão, a manutenção da prisão se mostrou necessária diante do avanço das apurações.

Fraude em concurso público

De acordo com as investigações, uma organização criminosa fraudou um procedimento de inexigibilidade de licitação. Dessa forma, o grupo contratou uma instituição de ensino para realizar um concurso público da Câmara Municipal de Rio Verde, em 2023.

Além disso, os investigados teriam obtido vantagem indevida por meio das taxas de inscrição pagas pelos candidatos. Posteriormente, denúncias chegaram ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e ao Judiciário.

Irregularidades reconhecidas

Durante a apuração, o MP-GO identificou indícios de simulação de legalidade por meio de documentos. Do mesmo modo, surgiram sinais de conflito de interesses envolvendo advogados.

Segundo as investigações, esses profissionais atuavam ao mesmo tempo para a Câmara de Vereadores e para o delegado Danilo Protto, responsável pelo Instituto Delta Protto, sediado em Rio Verde. Nesse cenário, a relação teria facilitado encontros e tratativas entre os envolvidos.

Além disso, um agente público participou da formalização do contrato mesmo após o reconhecimento das irregularidades. Diante disso, a Justiça suspendeu o certame e, posteriormente, anulou o concurso, ao constatar que a instituição não possuía expertise técnica.

Indícios de superfaturamento

As apurações também apontam possível superfaturamento em contratações ligadas ao ressarcimento dos candidatos. Nesse contexto, empresas vinculadas ao delegado investigado aparecem entre as contratadas.

Por outro lado, o Gaeco apura se essas contratações integravam uma estratégia para manter o fluxo de recursos mesmo após a anulação do concurso público. ( Fonte: Portal Rio Vermelho – Foto: Redes Socias)

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