Morre Vicência, última filha viva de Cora Coralina

Depois de dedicar décadas à preservação de manuscritos, objetos e da memória da poetisa Cora Coralina, a última filha viva da escritora, Vicência Bretas Tahan, morreu na tarde desta terça-feira (14/7), aos 97 anos.

A informação foi confirmada pelo Museu Casa de Cora Coralina, na cidade de Goiás, que lamentou a perda e destacou a importância dela na preservação da história e da obra da mãe.

Em nota, o governador Daniel Vilela também se manifestou sobre o ocorrido. “Com profundo pesar, Iara e eu recebemos a notícia do falecimento de Vicência Bretas Tahan, que dedicou sua vida a preservar a memória e a obra de uma das maiores referências da literatura brasileira, mantendo vivo o legado de Cora para as novas gerações”, traz o documento.

O governador e a primeira-dama completaram dizendo que a Vicência contribuiu de forma valiosa para que a cultura e a identidade de Goiás permanecessem fortalecidas. “Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus filhos, netos, demais familiares, amigos e com todos aqueles que reconhecem a importância dessa família para a história e a cultura do nosso Estado. Que Deus conforte os corações enlutados”.

História

Nascida em 24 de setembro de 1928, Vicência era a filha caçula de Cora Coralina e a única herdeira viva da poetisa. Escritora e biógrafa da mãe, publicou o livro “Cora Coragem, Cora Poesia“, no qual reuniu relatos sobre a vida e a trajetória da autora, uma das principais referências da literatura brasileira.

Ao longo da vida, Vicência assumiu o papel de guardiã da memória de Cora Coralina. Conservava manuscritos inéditos, fotografias antigas e objetos pessoais da poetisa, como as tradicionais panelas de barro utilizadas na produção dos doces que marcaram a história da escritora. Também trabalhava na organização dos documentos deixados pela mãe, contribuindo para a preservação de um dos maiores patrimônios culturais de Goiás.

Mesmo morando em São Paulo, fazia questão de participar das homenagens e celebrações dedicadas à mãe na Cidade de Goiás. Presença constante em eventos culturais, era conhecida por compartilhar lembranças da convivência com Cora Coralina e narrar episódios da vida da poetisa, mantendo viva a história da família e aproximando novas gerações da obra da escritora. ( A Redação )

 

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