Ministério Público denuncia homem acusado de triplo homicídio em Goiatuba
O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou Leonardo José de Araújo, acusado de matar três pessoas em Goiatuba, em 28 de julho deste ano. A denúncia, oferecida pelo promotor de Justiça Luan Vitor de Almeida Santana, já foi recebida pela Justiça, que dará prosseguimento ao processo pelo rito do Tribunal do Júri.
Segundo a denúncia, as vítimas são Nahtan Moraes Dutra Campos, Beatriz Soares de Souza e Jaine Barbosa Chaves. Os dois primeiros foram mortos em um imóvel rural nas proximidades da GO-320. Jaine, que mantinha relacionamento amoroso com o denunciado, foi morta posteriormente, dentro de um veículo, em uma estrada vicinal da região.
Conforme apurado, o denunciado chegou ao imóvel rural por volta das 15h48, portando um revólver calibre .22. Nahtan foi atingido por dois disparos na região da nuca enquanto estava sentado em uma cadeira. Em seguida, Beatriz foi morta com dois disparos, sendo um no tórax e outro na cabeça.
Ainda segundo o MPGO, Leonardo deixou o local levando Jaine no veículo. Durante o trajeto, fez ligações e enviou mensagens relatando os crimes. Em uma delas, afirmou que havia matado duas pessoas e que mataria uma terceira. Depois, atirou em Jaine, que morreu dentro do automóvel.
A Polícia Militar localizou o carro cerca de 20 minutos após receber informações de familiares da vítima. Jaine já estava morta e o denunciado havia sido ferido por um disparo de arma de fogo. No veículo, foi apreendido um revólver calibre.22, municiado com cinco cartuchos intactos e um deflagrado. Os corpos de Nahtan e Beatriz foram encontrados posteriormente em uma propriedade rural próxima.
Na denúncia, o MPGO sustenta que os homicídios de Nahtan e Beatriz foram praticados por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Em relação a Jaine, a acusação aponta feminicídio, cometido em contexto de violência doméstica e familiar, além de motivo torpe, recurso que dificultou sua defesa e meio cruel.
O denunciado também responde por porte ilegal de arma de fogo. O MPGO requereu sua submissão a julgamento pelo Tribunal do Júri e a fixação de valor mínimo de R$ 500 mil para reparação dos danos causados pelas infrações. (Texto: Renan Castro/Residente da Assessoria de Comunicação Social do MPGO)

