Cláudio Curado retira pré-candidatura e defende nome de Adriana Accorsi para o governo

O jornalista Cláudio Curado retirou na sexta-feira (22) sua pré-candidatura ao governo de Goiás. Em uma carta enviada a grupos de militantes do PT, o profissional classista também defendeu o nome da deputada federal Adriana Accorsi para a disputa pelo Palácio das Esmeraldas.

Curado colocou o nome à disposição em janeiro, num processo que já tinha o advogado Valério Luiz Filho e o ex-deputado estadual Luís César Bueno. Desde então, porém, o partido não afunilou para nenhum dos nomes e, no fim de maio, ainda segue a indefinição.

Na última quarta-feira (20), a presidente da legenda, Adriana Accorsi, esteve em Brasília com o produtor rural de Rio Verde, Flávio Faedo, que é cortejado para uma candidatura pela legenda. Ele, porém, pediu prazo de pelo menos dez dias para avaliar o convite.

Na carta em que anunciou a renúncia à pré-candidatura, Curado lamentou a demora do PT em escolher um nome. “Nunca tive, nem eu e nem meus companheiros postulantes, qualquer sinalização da direção no sentido de poder ir ao encontro da militância para debater propostas, discutir conjuntura ou outras ações que movimentassem o partido”, escreveu.

No texto, ele afirma que, a menos de 140 dias da eleição, “é impossível para mim ou qualquer outro nome (incluindo Flávio Faedo) tentar se tornar conhecido e fazer uma campanha digna do presidente Lula”.

Por isso, Curado diz que a “melhor e única opção nesta circunstância é a companheira Adriana Accorsi”, que ele trata como “nome mais conhecido do partido e tem a vantagem de ser policial, numa eleição em que segurança pública será pauta principal”.

Curado explicou que trata-se de uma manifestação pessoal baseada na “avaliação sobre a conjuntura do partido hoje”. Ele cita o baixo desempenho dos nomes dos pré-candidatos petistas nas pesquisas e a necessidade de um palanque forte para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embora a deputada tenha rechaçado a ideia de ser candidata e foque na disputa à reeleição, Curado entende que a executiva nacional pode persuadi-la. “Se o partido quiser, ela vai”, resume. “Essa demora dela para definir só dificulta para ela manter o projeto de reeleição”, completa.

“Na Quaest, eu tinha 1% e o Luis César Bueno, 2%. Porque não fazemos campanha. Com todo esse atraso, com pouca estrutura no interior. Temos que partir com quem tem sete, oito pontos”, avalia o jornalista.

Ele reclama da demora na definição do candidato. “O PT já deveria ter já lançado um nome para homenagear o Lula. Esta é a última campanha dele. Perdemos mais de 120 dias neste processo”, diz.

Questionado sobre a articulação de Accorsi para fazer de Flávio Faedo o candidato petista em Goiás, Curado explica Faedo não debate segurança, é a Adriana, que é delegada.

Bia tem uma trajetória muito bacana e é um nome que o partido tem para tentar manter uma vaga para mulheres.

Reunião na segunda

O PT convocou parlamentares e os presidentes de PV e PCdoB, partidos que formam a Federação Brasil da Esperança, para uma reunião na próxima segunda-feira (25), às 10h, no diretório da legenda, em Goiânia. Existe a expectativa de que Adriana Accorsi, se não revele o nome escolhido para a disputa pelo governo de Goiás, pelo menos mostre um caminho para a definição. ( Diário de Goiás )

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