Polícia Civil conclui inquérito que apurou morte de advogados em Goiânia

A Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) concluiu o inquérito policial que investigou a morte dos advogados Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47. Foram indiciadas 4 pessoas, sendo um executor, dois intermediários e o mandante.
“Para a Polícia Civil, todas as circunstâncias do crime foram devidamente elucidadas e não há mais diligências a serem produzidas”, disse a Polícia Civil por meio de nota. O procedimento foi remetido ao Poder Judiciário nesta terça-feira (1º/12) e agora o Ministério Público passará à análise dos autos para eventual oferecimento de denúncia.
No dia 30 de outubro, a DIH prendeu, em Porto Nacional, um homem, de 25 anos, indiciado na condição de executor do duplo assassinato dos advogados, tendo sido ele o responsável pelos disparos contra as vítimas. O segundo executor, disse a polícia, que participou diretamente do crime, também foi identificado e indiciado. Durante a fuga ele acabou morto em um confronto com a Polícia Militar do estado do Tocantins.
Em 9 de novembro, uma mulher e um homem suspeitos de serem os intermediadores do crime foram presos por policiais civis da DIH nas cidades tocantinenses de Porto Nacional e Palmas. O homem também é suspeito de ter transportado os executores de Porto Nacional até Goiânia para o cometimento do crime, e de ter fornecido dinheiro para que os executores se mantivessem em Goiânia nos dias que antecederam as execuções. Os dois intermediários confessaram em detalhes suas participações no crime e apontam o mandante preso como responsável por todo o planejamento do crime.
O agricultor Nei Castelli foi preso como suspeito de ser o mandante do assassinato dos advogados. Ele estava a caminho do Paraná quando foi detido no dia 17 de novembro na cidade de Catalão. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi encomendado pelo valor de R$ 100 mil, se os assassinos não fossem capturados, e R$ 500 mil em caso de prisão. A motivação, segundo a polícia, seria uma disputa de terras na região de São Domingos, em uma área avaliada em mais de R$ 6 milhões. ( A Redação )

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