Pastor Osório, nascido em Leopoldo de Bulhões, volta ser alvo de uma operação policial
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20/9), a Operação Falso Profeta para cumprir dois mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão contra uma organização suspeita de aplicar golpes em mais de 50 mil vítimas no DF, e outras unidades federativas e até no exterior.
Um dos alvos é o líder do grupo, Osório José Lopes Júnior (foto em destaque), que não foi localizado e é considerado foragido. O outro procurado não teve o nome divulgado e também não foi preso.
Osório José Lopes Júnior é goiano, nascido em Leopoldo de Bulhões, onde residiu até bem pouco tempo.
Em 2.018 ele foi preso em sua residência em Leopoldo de Bulhões, durante a Operação Habacuque, deflagrada pela Polícia Civil do Estado de Goiás. Muito conhecido em toda Região da Estrada de Ferro, Pastor Osório fundou em Leopoldo de Bulhões, cidade onde mora, uma ramificação da Assembléia de Deus, Ministério das Missões.
De acordo com a Polícia Civil do Estado de Goiás (PC-GO), na época o grupo era investigado por ter lesado cerca de 30 pessoas em R$ 15 milhões, principalmente na região de Goianésia.
Segundo o responsável pela operação, delegado Marco Antônio Maia Júnior, os suspeitos diziam que tinham um título da dívida agrária e precisavam captar dinheiro para bancar custos.
A investigação aponta que os suspeitos formavam uma rede criminosa muito bem organizada, com estrutura ordenada e divisão de tarefas, especializada no cometimento de diversos crimes, como falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, e estelionatos por meio de redes sociais. As vítimas eram induzidas a investir quantias em dinheiro com a promessa de recebimento futuro de quantias milionárias.
A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Dot), vinculada ao Departamento de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado (Decor).
Os golpistas abordavam as vítimas, em sua grande maioria evangélicas, pelas redes sociais e invocavam uma teoria conspiratória apelidada de “Nesara Gesara” para convencê-las a investir suas economias em falsas operações financeiras ou falsos projetos de ações humanitárias. Havia promessa de retorno financeiro imediato e rentabilidade estratosférica.

Foi detectada, por exemplo, a promessa de que com um depósito de apenas R$ 25 as pessoas poderiam receber de volta nas “operações” o valor de R$ 1 octilhão (ou 1 seguido de 27 zeros: R$ 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000).