Falta de soro antirrábico em Goiás preocupa secretário de saúde de Silvânia
A Coordenação Estadual de Zoonoses da Secretaria de Saúde de Goiás informou às secretarias municipais de saúde que o Estado não tem soro antirrábico em seus estoques reguladores. Em e-mail encaminhado na semana passada às secretarias a Coordenação de Zoonoses informa que fez solicitação ao Ministério da Saúde para reposição, porém até agora sem sucesso.
A informação foi dada durante entrevista ao programa O Giro da Noticia, da Rio Vermelho FM, pelo secretário de saúde de Silvânia, André Luís Calaça. O secretário demonstrou preocupação visto que em 2018 o município registrou 121 procedimentos de atendimento anti-rábicos e neste ano de 2019 este número já chega a 43. O secretário adiantou que os casos mais comuns são de mordidas de porcos e morcegos.
Raiva humana
A raiva é uma doença transmissível que atinge mamíferos como cães, gatos, bois, cavalos, macacos, morcegos e também o homem, quando a saliva do animal infectado entra em contato com a pele ou mucosa por meio de mordida, arranhão ou lambedura do animal. O vírus ataca o sistema nervoso central, levando à morte após pouco tempo de evolução. A raiva não tem cura estabelecida (há apenas três casos de cura conhecidos no mundo, um deles no Brasil) e a única forma de prevenção é por meio da vacina.
Leia abaixo a íntegra do e-mail enviado pela Coordenação do Centro de Zoonoses às secretarias municipais:
“ Ao cumprimentá-las(os), vimos informar que, a partir de hoje, não dispomos de soros antirrábicos no estado de Goiás.
Depois de atendermos as últimas demandas das Regionais de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde, comunicamos que, no dia de hoje, o estoque de IGHAR e SAR está ZERADO na Rede de Frio da SES-GO.
É fato que a situação de desabastecimento de soros antirrábicos é extremamente delicada e que a mesma foi amplamente divulgada as Regionais de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde por meio das notas informativas do PNI, portanto, informamos que os nossos estoques foram esgotados e que a falta de soro nos casos graves de exposição ao vírus rábico deverá ser contornada com um rigoroso acompanhamento do esquema vacinal, onde o paciente deverá cumprir rigidamente as datas agendadas da vacina antirrábica humana (VERO).
Por oportuno, comunicamos também que fizemos pedido de SAR e IGHAR ao Ministério da Saúde (pedido SIES nº 3645770) no último dia 03/05/2019, todavia, não temos expectativa de chegada dos mesmos a Rede de Frio da SES-GO.
Ressaltamos ainda que este e-mail está sendo copiado ao GT-Raiva do Ministério da Saúde para ciência.
Sem mais para o momento, colocamo-nos a disposição.”
