Esquerda em Goiás segue sem nome ao governo e PT apostando em candidatura própria

Os partidos de esquerda em Goiás, como o PT, continuam sem um nome de consenso para disputar o governo estadual e assim abrir palanque à campanha de reeleição do presidente Lula no  estado. Nos últimos dias, a deputada estadual Bia de Lima falou de sua preferência para que o PT lance sangue novo, apostando no jovem advogado Valério Luiz,  que atua no mandato do vereador petista Fabrício Rosa.

Em entrevista ao blog do jornalista Domingos Ketelbey, a deputada destacou que  Valério é visto como um “nome novo, capaz de animar a militância e mobilizar a base partidária em torno de uma candidatura própria”. Bia, inclusive, a despeito dos resultados eleitorais de pouco impacto anteriores, não concorda com as falas recorrentes de que em Goiás sejam alternativas em 2026 apenas os projetos de continuação do atual governo – com a eleição de Daniel Vilela (MDB) – ou a volta ao passado – com uma eleição de Marconi Perillo (PSDB) para um novo mandato.

Já o deputado federal Rubens Otoni, e o sindicalista e membro histórico do partido, Delúbio Soares, defendem que o vereador Edward Madureira seja o nome da chapa majoritária. Edward já disse em diferentes oportunidades que o partido decidirá, mas que seu desejo é disputar vaga de deputado. Como segundo vereador mais votado na eleição de 2024, ele conta com isso e com sua trajetória de professor e ex-reitor da Universidade Federal de Goiás para uma pré-candidatura forte na esquerda.

No páreo interno também estão o jornalista e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Goiás, Cláudio Curado, e o ex-deputado estadual Luís César Bueno.

De fora, corre a professora Cíntia Dias, presidente do Diretório Estadual do Psol em Goiás. Ela colocou o nome como pré-candidata em reunião com lideranças do PT no mês passado. Esse seria um exemplo de caminho a seguir como consequência das coligações nacionais. Cíntia já disputou o governo em 2022.

Em fevereiro, o diretório estadual do PT, presidido pela deputada federal Delegada Adriana Accorsi, divulgou nota confirmando que o projeto do partido é ter uma candidatura própria ao governo este ano. A nota veio no momento em que corria a informação de uma possível, e inusitada, aliança entre petistas e tucanos, tendo Perillo à frente, o que foi exatamente rechaçado na nota.

Por outro lado, internamente no PT de Goiás, a informação é de que a condução em Goiás permanece condicionada às articulações nacionais. Esse é o fio condutor.

Por exemplo, o vereador Fabrício Rosa, explicou ao Diário de Goiás nesta segunda-feira (2), que defende o nome do assessor Valério Luiz, mas que “tudo pode acontecer, dependemos também da conjuntura nacional”. Ou seja, ele, como os demais petistas, aguarda essa definição enquanto discute internamente suas alternativas, sem data para ter a definição. “O PT se organiza a partir de disputas internas e construção sistemática de consensos”, observou.

Procurada para apurar se há um prazo para a definição da legenda, Accorsi ainda não retornou.

( Diário de Goiás )

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