Caiado aposta na estrutura do PSD para viabilizar projeto presidencial
A troca de partido do governador Ronaldo Caiado, oficializada na última terça-feira (27), encerrou uma série de especulações sobre qual seria o futuro político do chefe do Executivo estadual. O governador acertou sua ida para o PSD, em detrimento das negociações com outras legendas de menor porte.
Caiado já havia sinalizado que deixaria o União Brasil em razão da inviabilidade de seu projeto político na sigla, sobretudo após a federação do partido com o Progressistas (PP) do senador Ciro Nogueira (PI). O governador deixou claro que iria se filiar a uma legenda que respaldasse seu projeto político.
Dessa forma, apareceram diversos partidos interessados no passe político do governador. Entre os principais interessados estavam o Solidariedade, presidido pelo deputado Paulinho da Força (SP), e o Podemos, chefiado pela deputada Renata Abreu (SP), que estavam à disposição do governador goiano.
Apesar da certeza de que seria candidato ao Planalto caso optasse por uma sigla menor, Caiado decidiu ir para o partido de Gilberto Kassab com a promessa de que terá a chance de ser candidato à Presidência da República. No PSD, o chefe do Executivo goiano tem a concorrência de outros dois pré-candidatos: o governador do Paraná, Ratinho Jr, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Para o cientista político Pedro Pietrafesa, o que pesou na escolha do governador foi a estrutura do partido. “Acho que o Caiado pensou em toda a estrutura que o PSD tem, no que se refere a tempo de TV, a permeabilidade nos municípios e a condição de buscar outras legendas para fazer composição numa corrida eleitoral”, destacou Pietrafesa ( O Hoje )

