Convenções terminam e partidos definem candidatos à Presidência
O prazo para realização das convenções partidárias terminou nesta quarta-feira, 5, encerrando a etapa de definição dos candidatos que disputarão a Presidência da República e das alianças para as eleições de outubro. Com o fim das convenções, os partidos agora avançam para a fase de registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.
O cenário deste ano é marcado por coligações mais enxutas e por um número elevado de legendas que optaram pela neutralidade. Dos 15 partidos e federações com representação no Congresso Nacional, seis decidiram não declarar apoio formal a nenhum presidenciável no primeiro turno, liberando seus diretórios estaduais para firmar alianças conforme os interesses regionais.
Lula reúne a maior coligação da disputa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca a reeleição pela federação formada por PT, PCdoB e PV. A candidatura também recebeu apoio formal do PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, além do PDT e da federação Psol-Rede. Entre os candidatos ao Palácio do Planalto, Lula foi o único a consolidar uma coligação nacional envolvendo diferentes legendas.
Flávio Bolsonaro disputará pelo PL
Principal adversário de Lula na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concorrerá em chapa pura, tendo como vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), confirmado durante a convenção da legenda. O Partido Liberal não firmou alianças nacionais para a disputa presidencial e aposta no apoio de lideranças estaduais e regionais durante a campanha.
Outros candidatos confirmados
Além de Lula e Flávio Bolsonaro, outras siglas também oficializaram candidaturas ao Planalto:
- PSD: Ronaldo Caiado, com Gilberto Kassab como vice;
- Novo: Romeu Zema, com o senador Eduardo Girão na vice;
- Avante: Augusto Cury, ainda sem candidato a vice definido;
- Missão: Renan Santos, com Aroldo Medina na chapa.
Partidos optam por neutralidade
Entre as legendas que decidiram não apoiar formalmente nenhum presidenciável estão o Republicanos, o MDB, o Podemos e a federação PSDB-Cidadania. A federação União Brasil-PP também adotou postura de neutralidade nacional, permitindo que suas lideranças estaduais apoiem candidatos diferentes conforme os acordos locais.
O Solidariedade e o PRD, atualmente federados, seguiram o mesmo caminho e não anunciaram apoio formal a nenhuma candidatura presidencial.
Mudanças em relação a 2022
O quadro político apresenta alterações relevantes em comparação com a eleição anterior. O PDT, que lançou Ciro Gomes em 2022, desistiu de candidatura própria e passou a integrar a coligação de Lula.
Já o Novo manteve a estratégia adotada nos últimos pleitos e lançou candidatura própria, apostando na exposição nacional proporcionada pelos debates e pela campanha presidencial.
Com o encerramento das convenções, os partidos iniciam agora a fase de formalização das candidaturas e preparação para o início oficial da campanha eleitoral. ( Jornal Opção )

