Caiado diz que as eleições de 2026 serão um divisor de águas no Brasil
Pré-candidato à Presidência da República, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) participou de debate sobre o cenário de negócios, economia e segurança pública durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta segunda-feira (22/6), em Brasília.
O foco do evento foi debater, junto aos presidenciáveis, melhorias e perspectivas para o setor industrial. A reportagem do jornal A Redação acompanhou o evento, do qual também participaram o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema e o senador Flávio Bolsonaro. De acordo com a CNI, o presidente Lula foi convidado, mas não confirmou participação.
Caiado classificou as eleições deste ano como um divisor de águas. Na mesma direção que tem seguido nos últimos debates, manteve o foco em sua experiência política e mencionou o estado de Goiás como vitrine, destacando realizações nas áreas da educação, da tecnologia e também da segurança pública.
“Ninguém mais do que eu tem vontade de ser presidente da República, por acreditar na política. Ninguém governa instigando o conflito, mas com diálogo, e hoje minha candidatura se encontra fora da polarização”, afirmou.
Ele também mencionou insegurança jurídica, alta da taxa de juros e a criminalidade como principais desafios para o Brasil. Seguiu com duras críticas ao governo de Lula (PT). “Para se governar um país, é preciso ter autoridade moral”, disse.
Caiado ainda destacou que não pretende concorrer à reeleição. “Quero governar pelos quatro anos. Por isso, não trabalharei em apenas uma reforma, mas em todas. Meu objetivo será construir a pacificação. Respeitarei e jamais contestarei o resultado das urnas”, pontuou.
Economia
Na área da economia, o pré-candidato defendeu uma reforma administrativa e a redução de gastos públicos. “Precisamos de um governo que não vai abusar e criar um regime fiscal que ele mesmo descumpre. Neste sentido, precisamos de um governo que dê continuidade às reformas, e não que apresente algo inviabilizado”, disse.
Caiado comentou o cenário da segurança pública. Para ele, o desenvolvimento do país também depende do combate à criminalidade.
“Esse cenário de não ter uma atuação eficiente no combate à criminalidade é o que tem desafiado o Brasil, invadindo a economia formal e, se não cuidar, amanhã causará um problema ainda maior. É isso que assombra a população e também os empresários”, pontuou.
Caiado ainda comentou a reforma tributária e disse que “há setores que estão duramente penalizados”. Ele afirmou que não é contra a reforma; no entanto, defendeu que é preciso fazer ajustes. “Temos que ver se o que está imposto é o que realmente procede. É preciso avaliar todos os segmentos, porque precisamos entender que uma reforma vai mexer com a vida de mais de 200 milhões de brasileiros”, afirmou.
Em relação à competitividade, o pré-candidato afirmou que o Brasil precisa investir em educação e conhecimento.
Meio ambiente
Caiado defendeu o potencial energético de cada região. Além disso, afirmou que a capacidade de desenvolvimento do país pode ser maior na área de energia sustentável.
“Podemos avançar muito mais na área ambiental e sustentável se forem identificadas as potencialidades de cada região. Acontece que há tanta moda que, em vez de olhar para isso, cria-se um desafio, e não se constrói um planejamento a longo prazo”, declarou.
O ex-governador de Goiás defendeu políticas ambientais. No entanto, afirmou que não se deve construir um governo sobre a política do “não”, atribuindo isso à possibilidade de corrupção.
“É preciso preservar e também é preciso dar confiança ao empresário. Um destes exemplos é a produção de terras raras em Goiás. Nossas ações realizadas no estado, com uso de inteligência artificial, visam acelerar possíveis burocracias e também aumentar a fiscalização”, declarou. ( A Redação )

