Estratégia do segundo voto pode dar vantagem a Zacharias Calil na corrida ao Senado
O deputado federal Zacharias Calil (PSD) afirmou nesta segunda-feira, 1º, que espera receber o apoio do também pré-candidato ao Senado Gustavo Mendanha em uma eventual disputa pela segunda vaga ao Senado na base aliada do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), nas eleições de 2026.
Hoje, o grupo governista já reúne ao menos cinco nomes colocados como possíveis candidatos ao Senado: Zacharias Calil (PSD), Mendanha (MDB), Alexandre Baldy (PP), Gracinha Caiado (UB) e Vanderlan Cardoso (PSD).
Nos bastidores, a multiplicidade de pré-candidaturas tem provocado disputas internas e exigido articulações para acomodar interesses dentro da base caiadista.
Mesmo assim, Zacharias minimizou o cenário de pulverização. “Da minha parte, eu não vejo empecilho nenhum. Acho que quanto mais candidato tiver, o que vai ser eleito vai ser com menos voto, menos gastos, e vai quem tem a melhor proposta”, afirmou.
Ao comentar a entrada de Mendanha na disputa, o parlamentar indicou enxergar uma oportunidade eleitoral. “Eu espero que ele entrando, eu tenha o segundo voto dele”, declarou. Segundo Zacharias, ele e o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, chegaram a defender o nome de Mendanha para uma composição como vice.
“Eu e o Bruno Peixoto defendemos ele para ser vice. Então acho que o caminho é esse. E ele me ajudando no segundo voto, eu agradeço muito”, acrescentou. A fala evidencia uma estratégia que pode favorecer Zacharias Calil no cenário fragmentado da base governista.
Com vários nomes competitivos disputando espaço, aliados avaliam que o deputado pode crescer justamente por reunir menor rejeição e se consolidar como opção de segundo voto entre eleitores de diferentes pré-candidatos. O próprio parlamentar atribui sua evolução nas pesquisas a esse fator.
“É porque eu tenho o menor índice de rejeição. Os outros estabilizaram”, afirmou durante a entrevista. Nos bastidores, integrantes da base avaliam que, em uma disputa com muitos concorrentes, candidatos com perfil menos polarizador podem ganhar espaço.
Zacharias tenta ocupar justamente esse campo, adotando um discurso de moderação e neutralidade política. “Eu sou um cara que não polariza, não fico polemizando, levantando bandeira de A ou B. Eu fico neutro. Acho que é isso que a população quer”, declarou.
O deputado também comentou rumores de que Gustavo Gayer poderia desistir da disputa ao Senado para tentar a reeleição à Câmara dos Deputados. Para ele, a possibilidade é improvável. “Eu acho difícil ele recuar. Ele tem compromisso com o Bolsonaro. Agora, para ele é um pouco mais difícil porque tem essa bandeira”, avaliou.
Apesar disso, Zacharias reconheceu a força política do colega de bancada. “Ele tem uma rede social forte e uma retórica muito boa. Então a gente tem que respeitar”, concluiu. ( Jornal Opção )

