Rubens Otoni rejeita candidatura de Flávio Faedo pelo PT: “não tem sentido nenhum”
O deputado federal Rubens Otoni (PT) rejeitou a ideia de lançar o empresário do agro, Flávio Faedo, como candidato ao governo de Goiás. Faedo tem sido cortejado pela presidente estadual da legenda, Adriana Accorsi (PT), que inclusive já levou-o à avaliação da executiva nacional na última semana.
Nesta terça-feira (26), um dia após reunião que selou a construção de uma frente com sete partidos da base do presidente Lula em Goiás, Otoni afirmou que não vê a iniciativa de lançar Faedo como candidato ao Palácio das Esmeraldas prosperar.
“Flávio Faedo é meu amigo, me apoiou em várias eleições e cumpre um papel muito importante no diálogo com o agronegócio. É uma pessoa que apoia Lula desde o início. Daí a colocar o nome dele para ser candidato a governador, não tem sentido nenhum. Não é por falta de capacidade, é porque não tem nem a intenção e nunca teve. A primeira coisa para alguém disputar a eleição, é querer. Ele nunca se dispôs a ser candidato a nada, imagina candidato a governador. Nunca levei em conta esta proposta desde o primeiro momento e não acredito que ela prospere”, avaliou o parlamentar.
Depois de se reunir com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, em Brasília na última semana, Faedo pediu pelo menos dez dias para avaliar o convite à disputa pelo governo e alegou que conversaria com a família.
Enquanto isso, Accorsi vê crescer a pressão da nacional para que seja ela a candidata ao governo em Goiás. O movimento já foi captado no estado, inclusive com a desistência do jornalista Cláudio Curado, que apoiou o nome da deputada. Ela, no entanto, não quer deixar a disputa pela reeleição para evitar enfraquecer a chapa proporcional do PT e tem buscado alternativas para o palanque de Lula em Goiás.
Otoni classifica Accorsi como “preparada, pronta para o debate e com todos os atributos necessários para a disputa” e cita o desempenho dela nas pesquisas – o melhor entre petistas. Contudo, adverte que uma eventual saída dela da chapa representaria abandonar perspectiva de uma terceira cadeira para o PT no Congresso Nacional.
O deputado defende que o nome da esquerda pode sair de algum partido aliado. Hoje, existe a pré-candidatura de Cíntia Dias (PSOL) e a possibilidade de o PDT lançar um nome. Contudo, Otoni aponta que o escolhido deverá ter peso para dar palanque a Lula no estado.
“O problema é mais complexo. É poder garantir uma chapa majoritária competitiva. Não basta fazer um gesto de oferecer a vaga para outro partido. Tem que ser para um nome que represente à altura e cumpra o papel de não apenas fazer a disputa estadual, mas representar o cenário nacional. Para chegar à solução dessa equação é com diálogo e paciência”, disse. ( Diário de Goiás )

