Emissão de passaporte é afetada por mobilização nacional de delegados
Uma mobilização nacional organizada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal está provocando impactos em serviços da Polícia Federal, incluindo a emissão de passaportes.
De acordo com a entidade, o sistema de novos agendamentos para emissão e renovação de passaportes foi suspenso desde a última quarta-feira (18) em algumas unidades de atendimento. A medida afeta unidades em diferentes estados.
Em Goiânia, o atendimento não foi alterado. No Maranhão, por exemplo, o bloqueio atinge todas as unidades da PF, incluindo São Luís, Caxias e Imperatriz. Além dos passaportes, serviços como registro de armas e andamento de investigações também foram impactados.
Votação
Neste sábado (21) e domingo (22), delegados da Polícia Federal também vão decidir se farão a paralisação chamada “82 horas sem a PF”. Se aprovado o movimento, os profissionais farão apenas flagrantes, suspendendo as operações e demais atividades, entre quarta-feira (25) e sábado (28), quando a PF completará 82 anos.
A mobilização é liderada pela ADPF e ocorre em alusão aos 82 anos da corporação. Segundo o presidente da entidade, Edvandir Felix de Paiva, o movimento busca pressionar por mais investimentos e pela criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).
Segundo a ADPF, a mobilização visa para pressionar pelo envio ao Congresso Nacional do projeto que cria o Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC). A entidade afirma que o compromisso de encaminhamento teria sido assumido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, mas ainda não foi cumprido.
A associação também cita a proximidade do prazo da legislação eleitoral para edição de medida provisória ou aprovação de projeto de lei sobre o tema, além de problemas estruturais na Polícia Federal, como a baixa atratividade das carreiras, dificuldades de retenção de profissionais e falta de fontes de financiamento para sustentar as atividades da instituição.
As medidas de mobilização foram aprovadas em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 23 de fevereiro de 2026 e incluem a redução de atividades administrativas e operacionais, com manutenção apenas de serviços essenciais e atendimentos de urgência.
A entidade ainda indica a possibilidade de convocação de greve geral, que deve ser deliberada em nova assembleia da categoria. ( A Redação )

