Polícia indicia vereador por estupro contra estagiária da Câmara de Urutaí

A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito e indiciou o vereador Éder Alberto Jorge Pimenta, de 51 anos, pelo crime de estupro contra uma estagiária da Câmara Municipal de Urutaí. A investigação apontou que o parlamentar enganou a vítima com um falso pretexto profissional e a levou a um motel em Pires do Rio. Um áudio gravado pela jovem no momento do crime foi decisivo para o indiciamento. Além de responder na esfera criminal, o político perdeu o cargo de presidente da Câmara e foi expulso do MDB após a repercussão do caso.

A apuração foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Pires do Rio, vinculada à 9ª Delegacia Regional, sob coordenação do delegado Elton Diogo Fonseca. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu no final de novembro de 2025, quando o então vereador atraiu a vítima com a promessa de um trabalho fotográfico externo.

Assim que chegaram no motel, a estagiária percebeu que havia sido enganada e passou a registrar discretamente os acontecimentos com o próprio celular. As gravações, somadas a outros elementos reunidos no inquérito, demonstraram que a vítima entrou em pânico e deixou claro, por diversas vezes, que não pretendia manter qualquer tipo de contato íntimo.

Mesmo diante das negativas, de acordo com a investigação, o parlamentar prosseguiu com as investidas, praticando atos que se enquadram no crime de estupro.

Com base no conjunto de provas, Éder Pimenta foi formalmente indiciado como incurso no artigo 213 do Código Penal, cuja pena prevista é de seis a dez anos de reclusão. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis. ( Mais Goiás )

 

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