Eduardo Paes anuncia candidatura ao governo do Rio de Janeiro

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), falou pela primeira vez de forma explícita que será candidato a governador nas eleições de 2026. Até esta segunda-feira (19/1), a despeito da intensa movimentação nos bastidores desde o início do ano passado, ele deixava no ar a intenção de concorrer, mas nunca a admitia. Paes também reforçou que apoiará a reeleição do presidente Lula (PT).

“Acho que o estado carece, sim, de liderança política, gestão, autoridade, conduta correta na hora de conduzir as políticas públicas. É algo que vem na minha cabeça há algum tempo. Ao longo dos últimos meses fui formando minha decisão sobre isso”, disse durante entrevista coletiva.

Ao lado dele, ao fazer a declaração, estavam duas figuras-chave: o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), que assumirá a prefeitura, e o deputado federal Pedro Paulo, presidente do PSD no estado. Na eleição de 2024, quando foi reeleito na cidade, Paes prometeu que continuaria até o fim do mandato, o que não vai ser cumprido.

Para ficar apto a disputar o estado, o prefeito precisa se desincompatibilizar do cargo até 4 de abril, seis meses antes do dia do voto. A tendência, contudo, é que ele passe a prefeitura para Cavaliere em 20 de março.

Apoio a Lula
Outro ponto a ser observado na campanha de Paes é o casamento entre a eleição de governador e a presidencial. Aliados, o prefeito e o presidente Lula estavam distantes nos últimos meses, mas se reuniram na semana passada para contornar episódios críticos. O petista tem avaliação ruim no Rio, e há temores no PT de que o candidato a governador possa abandoná-lo durante a corrida.

O prefeito, no entanto, reforçou nesta segunda-feira (19/1) o apoio ao presidente, embora tenha indicado que não pretende nacionalizar a campanha. “Minha decisão é de apoiar a candidatura do presidente Lula, nunca tive dúvida disso. Está provado que quando as pessoas apenas seguiram o voto nacional aqui no Rio de Janeiro não fomos bem-sucedidos”, frisou Paes.

Nessa linha de tentar “descasar” o voto fluminense, Paes disse ainda que “não é ele (Lula) quem vai governar o Rio de Janeiro se eu ganhar a eleição”, e que vai “tratar do Rio de Janeiro” no processo eleitoral. Apontou também que, ao conversar com o presidente na semana passada, deixou claro que precisa fazer alianças com grupos diferentes.

“O presidente Lula me disse que gostaria de ver a deputada Benedita da Silva de volta ao Senado. Eu disse que seria uma honra, mas que também vou buscar a aliança mais ampla possível. O Rio precisa de união, de força, inclusive nessas alianças pode ter alguém que não concorde comigo na eleição presidencial.”

Hoje no quarto mandato, Paes é o prefeito mais longevo da história da cidade. Ele superou seu antigo padrinho político, Cesar Maia, que exerceu a função por três períodos. Eduardo Cavaliere, 31 anos, será o mais jovem a comandar a segunda capital de maior população do país. (Agência Estado – A Redação – Foto: Redes Sociais )

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